terça-feira, 21 de agosto de 2012 - 0 comentários

Combinação de antirretrovirais diminui transmissão do HIV da mãe para bebê


Combinação benéfica
A combinação de dois ou três antirretrovirais diminui o risco de mães portadoras do vírus HIV contaminarem seus bebês recém-nascidos.
A conclusão é de um estudo internacional, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade da Califórnia (UCLA).
Os dados, cobrindo um período de 10 anos, foram coletados na África do Sul, Argentina, Estados Unidos e no Brasil.
Diagnóstico tardio
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou em 2009 o protocolo para evitar a chamada transmissão vertical - quando o vírus vai da mãe para o bebê durante a gestação.
Segundo a médica infectologista Valdiléa Veloso, diretora do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), participaram do estudo mulheres que não sabiam da condição de soropositivas durante a gestação e descobriram a doença pouco antes do parto.
Portanto, não foram tratadas com o AZT durante a gravidez.
"Para essas crianças cujas mães são diagnosticadas muito tardiamente, dando uma combinação de medicamentos, em parte compensa-se o tratamento da mãe que não foi feito. Assim, se consegue proteger melhor essas crianças", explicou Valdiléa.
Contaminação de bebês
A pesquisa foi feita com 1.684 crianças, separadas em três grupos.
O primeiro foi tratado apenas com o AZT. O segundo grupo recebeu AZT e nevirapina. E o terceiro grupo recebeu AZT, nelfinavir e lamivudina. Em todos os casos, a primeira dose foi ministrada nas primeiras 48 horas de vida da criança e o tratamento durou seis semanas.
O resultado mostrou que 140 bebês foram contaminados antes do tratamento, sendo 97 durante a gestação e 43 no parto.
Três meses depois do tratamento, 4,8% dos bebês que tomaram apenas AZT tinham sido contaminados.
Entre os que receberam dois medicamentos, o índice caiu para 2,2% e, entre os que tomaram a combinação de três antirretrovirais, a taxa de contaminação ficou em 2,8%, sendo essa terapia a mais tóxica.


Fonte: Diário da saúde
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Mais idosos realizam teste de HIV em SP, aponta levantamento

Mais idosos passaram por testes de HIV na cidade e no Estado de São Paulo em 2011, em comparação com o ano anterior. É o que mostram levantamentos feitos a pedido do Jornal da Tarde por três laboratórios privados e por um Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids da secretaria estadual de Saúde. O fenômeno reflete, segundo especialistas, mudanças comportamentais nesse grupo, que passou a prolongar a vida sexual com a ajuda de medicamentos contra impotência, como o Viagra.

No Laboratório Delboni Auriemo, por exemplo, foram feitos 3.730 testes de HIV em idosos da capital paulista em 2011. O aumento foi de 26,3% na comparação com 2010, quando foram realizados 2.952 testes. Outro laboratório que registrou esse movimento foi o Salomão-Zoppi Diagnósticos, também na capital paulista. Lá, a porcentagem de crescimento do exame na terceira idade foi de 46% entre 2010 e 2011. Quando a comparação é feita entre os cinco primeiros meses deste ano em relação aos cinco primeiros meses do ano passado, constata-se um aumento de 75% nos pedidos de testes. No Lavoisier, um levantamento feito em todo o Estado de São Paulo com 11.739 pessoas mostrou que, entre 2010 e 2011, ocorreu aumento de 28,6% em exames feitos por pessoas com mais de 60 anos de idade. Se 2.937 idosos procuraram o laboratório para saber se tinham HIV em 2010, no ano passado esse número subiu para 3.779.

Para a infectologista do Lavoisier Maria Lavinea Figueiredo, a aids é um problema sério entre pessoas com idade acima de 60 anos por causa da situação imunológica mais frágil dessa população, uma vez que a doença ataca justamente o sistema de defesa do corpo. Além disso, o próprio tratamento com antirretrovirais pode agravar problemas típicos da idade avançada, como colesterol alto, diabete e hipertensão. Outra dificuldade é que o idoso, muitas vezes, acredita que a aids é uma doença que atinge apenas os mais novos. “Hoje em dia eles têm acesso a remédios que permitem que tenham relações sexuais, apesar da idade avançada. E ficam mais suscetíveis a contrair doenças sexualmente transmissíveis”, disse Maria.

No Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, o número de idosos testados para aids passou de 75, em 2010, para 101, em 2011. O aumento foi de 34,6%, mas, de acordo com a assistente de gerência do núcleo de DST e do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Angela Maria Peres, esse ainda não é o público principal do núcleo - que costuma realizar mais de 3 mil exames por ano. "Quem sempre nos procurou foi a população mais vulnerável: homens que fazem sexo com homens, travestis, transexuais. Essa população que tem mais de 60 anos só passa a nos procurar quando tem alguma indicação de que o parceiro ou a parceira é HIV positivo”, disse. 



Fonte: Uol
quinta-feira, 2 de agosto de 2012 - 0 comentários

Será que esse é o fim do HIV?


Transplante de células-tronco pode ter curado dois homens com HIV


Um estudo divulgado em Washington nesta semana, durante a 19ª Conferência Internacional da Aids, afirma que dois homens com HIV não apresentaram sinais do vírus no período de oito e 17 meses, respectivamente, depois de receber transplantes de células-tronco devido a uma leucemia.
A pesquisa feita por Daniel Kuritzkes, professor de medicina do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts, traz a possibilidade de que os dois homens estejam livres do HIV.
De acordo com os cientistas, as células-tronco transplantadas repovoaram o sistema imunológico dos pacientes e os traços de HIV foram perdidos. Após receberem a medula de doadores, foi mantido o tratamento com antirretrovirais. Isso permitiu que as células doadas não fossem infectadas e criou ainda defesas imunitárias.
Atualmente, de acordo com o estudo, não há traços de HIV no DNA, RNA ou ainda no sangue dos homens que serviram de cobaia. De acordo com a pesquisa, o próximo passo será determinar a existência de HIV nos tecidos.
Os dois casos são diferentes do famoso "paciente de Berlim", o americano Timothy Brown, que se considera curado do HIV e da leucemia após receber um transplante de médula óssea de um raro doador que possuía resistência natural ao HIV (sem receptor CCR5, que age como porta de entrada do vírus nas células).
Tratamento experimental
Brown, 47 anos, um ex- HIV positivo de Seattle, nos EUA, ficou famoso depois de passar por um novo tratamento de leucemia com células-tronco de um doador resistente ao HIV e desde então não apresenta traços do vírus.

Depois de 2007, Brown passou por dois transplantes de alto risco de medula óssea e seus testes continuam a indicar negativo para o HIV, impressionando os pesquisadores e oferecendo perspectivas promissoras sobre como a terapia genética pode levar à cura da doença.

"Eu sou a prova viva de que pode haver uma cura para a Aids", disse Brown em uma entrevista. "É maravilhoso estar curado do HIV". Brown parecia frágil quando se reuniu com jornalistas durante a XIX Conferência Internacional sobre a Aids, o maior encontro mundial sobre a pandemia, realizada durante esta semana na capital americana.
O transplante de medula óssea é delicado e um a cada cinco pacientes não sobrevive. Mas Brown afirma que apenas sente dores de cabeça ocasionais. Também disse estar consciente de que sua condição gerou polêmica, mas negou as afirmações de alguns cientistas que acreditam que ele pode ter traços de HIV no corpo e que pode contaminar outros. "Sim, estou curado", declarou. "Sou HIV negativo".

Prazo de vida
Brown estudava em Berlim quando descobriu ser HIV positivo, em 1995. Na época, deram-lhe dois anos de vida. Contudo, um ano depois, apareceu no mercado a terapia antirretroviral combinada, que fez com que o HIV deixasse de ser uma sentença de morte e passasse a uma doença controlável por milhões de pessoas em todo o mundo.

Brown tolerou bem as drogas, mas com fadiga persistente visitou um médico em 2006 e foi diagnosticado com leucemia. Passou por quimioterapia, o que lhe causou uma pneumonia e uma infecção que quase o matou.

A leucemia voltou em 2007 e seu médico, Gero Heutter, cogitou um transplante de medula óssea com um doador que tinha uma mutação do receptor CCR5. Pessoas sem este receptor parecem ser resistentes ao HIV, porque não têm a porta através da qual o vírus entra nas células. Mas essas pessoas são raras: cerca de 1% da população do norte da Europa.

A nova técnica pode ser uma tentativa para curar o câncer e o HIV, ao mesmo tempo.
Brown foi submetido a um transplante de medula óssea com células-tronco de um doador com a mutação CCR5. Ao mesmo tempo, parou de tomar antirretrovirais. No fim do tratamento o HIV não foi mais identificado em Brown. Mas sua leucemia retornou, e por isso foi submetido a um segundo transplante de medula em 2008, utilizando as células do mesmo doador.

Brown afirmou que sua recuperação da segunda cirurgia foi mais complicada e o deixou com alguns problemas neurológicos, mas continua curado da leucemia e do HIV. Quando perguntam se acredita em um milagre, Brown hesita. "É difícil dizer. Depende de suas crenças religiosas, se você quer acreditar que foi a ciência médica ou que se trata uma intervenção divina", disse. "Eu diria que é um pouco dos dois".

Fonte: G1
quinta-feira, 19 de julho de 2012 - 0 comentários

Terapia injetável de longa duração pode substituir pílulas diárias contra o HIV


Equipe de pesquisa da Universidade de Nebraska fez progressos rumo ao desenvolvimento de uma terapia anti-retroviral (ART) injetável que pode ser administrada semanalmente ou quinzenalmente em pacientes infectados com o vírus HIV. A abordagem foi testada com sucesso em camundongos infectados com HIV e se mostrou também eficaz para prevenir novas infecções.
"Nós acompanhamos o processo exatamente como seria em uma pessoa e funcionou", comemora o investigador principal do estudo Howard Gendelman. "Isso tudo é muito emocionante. Embora existam riscos evidentes à frente e os medicamentos ainda não estejam prontos para uso humano, o progresso é inegável."
O pesquisador observa que uma das verdadeiras vantagens do projeto está no desenvolvimento de um anti-retroviral baseado em nanotecnologia (nanoART). "NanoART é dirigido à célula. Quando você toma uma pílula, a pílula viaja por todo o corpo de forma indiscriminada. Nestes nanomedicamentos, você pode usar as próprias células do corpo para dirigir o medicamento onde você quer que ele vá", explica Gendelman.
O projeto da Universidade de Nebraska direciona o remédio para os monócitos-macrófagos, células que carregam a partícula da droga para os locais específicos do corpo onde o HIV cresce. "Você está usando a célula que é o alvo do vírus para entregar a droga contra o vírus", conclui Gendelman.

Fonte: isaude.net
segunda-feira, 16 de julho de 2012 - 0 comentários

EUA aprovam primeira pílula 'anti-Aids'

A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos) anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco.


"O Truvada é para utilizar na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação", afirmou a FDA.
O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectados com HIV, indicado em combinação com outros remédios antirretrovirais.
Em maio, um painel assessor da FDA pediu para aprovar o Truvada como prevenção para pessoas não infectadas, depois que testes clínicos mostraram que este medicamento pode reduzir o risco de HIV em homens homossexuais de 44 a 73%.
SÓ GRUPOS DE RISCO
A aprovação do Truvada como estratégia de prevenção não significa que ele deve ser usado indiscriminadamente. Como todo medicamento antirretroviral, ele possui efeitos alguns efeitos colaterais. Entre eles vômito, diarreia, náuseas e tontura. Em alguns poucos casos mais graves, há registros de intoxicação do fígado e até de enfraquecimento dos ossos.
Por isso, somente pessoas em grupos de risco muito específicos, como alguém sem o vírus que tem um parceiro infectado pelo HIV, deve tomar o remédio.
O FDA lembra ainda que o remédio é apenas auxiliar. O uso do preservativo não deve ser interrompido.
Além disso, é preciso haver rigor com o horário e as doses da medicação para que o efeito preventivo seja atingido.





Fonte: Folha de SP
quarta-feira, 4 de julho de 2012 - 0 comentários

EUA aprovam teste caseiro para detectar Aids


A agência americana Food and Drug Administration, responsável por regular alimentos e remédios, aprovou na terça-feira (3) o primeiro teste caseiro para detectar o vírus da Aids pela saliva. O OraQuick foi desenvolvido pela empresa OraSure, baseada na Pensilvânia, e dá o resultado em 20 a 40 minutos. O produto indica a presença de HIV ao recolher a saliva com uma haste bucal. O lançamento está previsto para outubro, em grandes lojas de varejo e farmácias online. Para profissionais da saúde, o OraQuick deve custar cerca de R$ 35. Já para os consumidores em geral, não deve passar de R$ 120. Esse valor a mais deve cobrir os custos com uma central de atendimento telefônico gratuito para fornecer informações e assistência médica aos usuários.
A FDA destaca que esse método não é 100% preciso – chega a 92% –, o que significa que o OraQuick poderia falhar em uma pessoa para cada 12 usuárias. Em pacientes que não têm o HIV, o teste se mostrou 99% seguro.Segundo a agência, o OraQuick deve ser uma alternativa para quem não puder fazer o exame de sangue tradicional. A FDA já aprovou anteriormente vários kits caseiros para detectar o vírus da Aids, mas eles precisavam de uma amostra de sangue, que deveria ser enviada a um laboratório.
Autoridades do governo dos EUA estimam que um quinto – 240 mil pessoas – dos 1,2 milhão de soropositivos no país não saiba que está contaminado. Esse teste poderia, então, ser um meio de prevenir novas infecções, que têm se mantido estáveis em 50 mil por ano há duas décadas.
Fonte: Correio do Estado
quarta-feira, 27 de junho de 2012 - 0 comentários

Mais de 100 casos de Aids foram registrados no Amazonas este ano


Neste ano, 104 novos casos de Aids foram diagnosticados no Amazonas, sendo que o maior volume registrado de pessoas infectadas pelo HIV ocorreu em Manaus com 83 casos. Os dados integram o levantamento da Coordenação Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais. No comparativo entre os dois últimos anos, houve redução no número de novos casos da doença, que caiu de 661 no ano de 2010 para 529 no ano passado.
De acordo com o médico Noaldo Lucena, coordenador estadual de DST/Aids, em 2012 já há registros de quatro casos de Aids em Itacoatiara, seguido de outros municípios com dois casos da doença, respectivamente Borba, Careiro e São Sebastião do Uatumã.
Na avaliação do especialista, a redução de 132 casos da doença no comparativo dos dois últimos anos aponta uma pequena queda. Porém, Noaldo Lucena destacou a mudança em relação à Aids no Amazonas, que seria a equiparação do número de casos entre homens e mulheres. “Antes eram muito mais casos masculinos do que feminino, mas isso já mudou tem algum tempo. Nos últimos sete anos isso começou a apontar para o mesmo número de casos de Aids tanto no sexo masculino como no feminino, ou seja, houve um aumento da Aids em relação às mulheres, o que continuamos chamando de ‘feminização do HIV’”, revelou.
O coordenador estadual destacou a ocorrência maior de casos da doença no que se refere às pessoas com idade entre 20 e 50 anos. Entretanto, ele ressaltou a preocupação do avanço da Aids com os jovens e adolescentes da faixa etária de 14 a 20 anos.“Essa faixa etária tem nos preocupado bastante porque tem se percebido claramente o aumento do número de casos novos”, afirmou Noaldo Lucena.
Para o especialista, as ações não devêm se restringir apenas aos atos governamentais. “Não é só uma coisa de responsabilidade do estado, precisamos começar a falar de uma forma mais aberta e com menos tabu. O Brasil tem uma coisa cultural onde sobre sexo e sexualidade quase não se fala. Acho que precisamos abrir mais esse pensamento para conversar, obviamente com uma linguagem mais adequada aos adolescentes sobre vida sexual. Tratamos nossos filhos e adolescentes como se nunca fosse ter uma vida sexual, como se fosse algo proibido. É preciso um esclarecimento dessa população, porque ao tomar uma decisão de se ter uma vida sexual ativa, é importante que nessa atitude a possibilidade e o conhecimento de se evitar as doenças sexualmente transmissíveis e uma eventual gravidez indesejada estejam presentes”, enfatizou o coordenador.
Dentro da Programação de Ações e Metas (Pam), o direcionamento do trabalho de prevenção da Aids é voltado para as populações vulneráveis no estado. “Ações bem delimitadas onde tentamos atingir essas populações mais vulneráveis baseado em uma série de fatores. Como o oferecimento de teste rápido para identificar os possíveis casos de Aids, que possam existir antes mesmo da apresentação de sintomas. Além disso, desempenhamos a orientação para a utilização de preservativo e como evitar as doenças sexualmente transmissíveis, bem como locais onde se possa diagnosticar e tratar a doença. E fazer o acompanhamento dos pacientes de doenças que não são curáveis, como é o caso do HIV e da Hepatite B”, explicou Noaldo Lucena.
Para o coordenador estadual de DST/Aids, apesar dos resultados positivos das ações existirem, atualmente a doença tem sido banalizada pela população. “A internet tem levado em especial os jovens, que não assistiu o início da epidemia, a banalizar o HIV. Tem sido veiculada na mídia, principalmente nos sites de relacionamento social, que o HIV é uma doença que não se precisa tanta preocupação e isso não é uma verdade. Mesmo não levando a morte imediatamente, é uma doença crônica que se tem um tratamento não isento dos efeitos colaterais, que tem tendência progredir e é grave. Tirando o tratamento, inexoravelmente, o paciente irá caminhar para morte”, alertou Naldo Lucena.
Incidência Região Norte
De 1980 a junho de 2011, o Ministério da Saúde registrou um total de 28.248 casos de Aids na Região Norte, que corresponde a 4,7% do total de casos no Brasil. Já em 2010, os casos de Aids na Região Norte foram 3.274, o que corresponde a 9,6% do total do país.
Segundo o Ministério, na Região Norte o maior número de casos da doença, no período de 1980 a junho de 2011, encontra-se no estado do Pará (12.532 casos), compreendendo a 44,4% do total de casos da região, seguido pelo Amazonas com 8.470 casos (30%).
Em 2010, a distribuição percentual de casos de Aids entre os estados da Região Norte aponta que, do total de 3.274 casos, 1.476 encontram-se no Pará (45,1%), 1.077 no Amazonas (32,9%), 260 casos em Rondônia (7,9%), 161 em Roraima (4,9%), 132 em Tocantins (4,0%), 115 no Amapá (3,5%), e 53 no Acre (1,6%) menor percentual dentre os estados da região.
Aumento
No período de 1998 a 2010, o Ministério da Saúde apontou como maior aumento no número de casos de Aids entre as regiões brasileiras na Região Norte. Oito das 27 Unidades Federativas têm taxas de incidência para o ano de 2010 maiores que a média nacional (17,9/100 mil hab.): Amazonas (30,9), Roraima (35,7) e Pará (19,5) na região Norte; Espírito Santo (20,4) e Rio de Janeiro (28,2) na Região Sudeste, e todos os estados da Região Sul. Entretanto, dentre as cinco regiões do país uma diminuição de 30,9% na taxa de incidência na Região Sudeste, que apresentou 56,4% do total de casos acumulados no país.
Mortalidade
Durante o período 1980 a 2010, o Ministério da Saúde registrou no total 8.154 óbitos tendo como causa básica a Aids, na Região Norte. A maioria das mortes ocorreu no Pará com 4.186 óbitos (51,3%), no Amazonas foram registrados 2.117 óbitos (26%) e em Rondônia 820 (10,1%). Em 2010, ocorreram 923 óbitos na Região Norte, sendo 480 no Pará, 277 no Amazonas, 71 em Rondônia, 37 no Tocantins, 32 em Roraima, 14 no Acre e 12 no Amapá.
Com relação à mortalidade por Aids, no ano de 2010, o coeficiente de mortalidade bruto na Região Norte foi de 5,8 para cada grupo de 100 mil habitantes, inferior à media nacional de 6,3. O maior coeficiente de mortalidade da região ocorreu no Amazonas 8,0/100 mil habitantes, seguido por Roraima 7,1, Pará 6,3, Rondônia 4,5, Tocantins 2,7, Acre 1,9 e Amapá 1,8.
Fonte: G1